quinta-feira, 21 de maio de 2009

LEGALIZAÇÃO DA MACONHA: vereador critica ministro

Em seu discurso realizado no plenário da Câmara nesta terça-feira (12), o vereador Rosival Freitas (PSC) criticou a participação do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, em uma manifestação à favor da legalização da maconha no Brasil.

Segundo o vereador, é inadmissível que um Ministro, ocupando um cargo de extrema visibilidade, comungue com ideais que vão de encontro à manutenção da ordem e da saúde de inúmeras famílias.

“Temos visto em vários noticiários amostras do estrago que as drogas causam a vida do indivíduo e da sua família. Enquanto o Governo Federal reúne forças para combater o tráfico, o Ministro Carlos Minc, segue a linha contrária, apoiando a legalização de uma droga que só tem gerados prejuízos a nossa população”, explicou.

Rosival destacou que o papel do poder público e de seus representantes é incentivar a adoção de hábitos saudáveis combate inclusive, o uso de drogas. Ele lembrou que a produção de maconha além de ser ilegal, também causa impactos ao meio ambiente, como o desmatamento em áreas ilegais e a utilização de pesticidas e agrotóxicos.

“Num país onde cada vez mais jovens estão enveredando para o mundo do crime e para o consumo de drogas, não é possível aceitar a postura do Ministro. Respeitamos o livre-arbítrio de qualquer cidadão, mas como representantes públicos, devemos trabalhar para a construção de uma sociedade mais justa e livre de problemas sociais onde muitos deles são causados pela utilização de drogas lícitas e ilícitas”, disse.

Rosival lembrou que hoje, a sociedade boa-vistense está envolvida em uma campanha contra a venda de bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes, iniciada pelo Ministério Público do Estado com o apoio de várias instituições. “Seria ilógico retroceder o pensamento. Estamos trabalhando no combate ao consumo de uma droga lícita que é o álcool, imaginem então, os efeitos de tornar legal o consumo da maconha?”, disse.

Para o vereador, todas as ações que têm como objetivo coibir o uso de drogas devem ser apoiadas pelo poder público. “Façamos da Câmara também um espaço para dizer não às drogas”, sugeriu Rosival.

Dados – Uma pesquisa divulgada pelo jornal O Globo em abril deste ano, mostra dados levantados pelo Serviço Nacional de Orientação e Informação sobre a Prevenção ao Uso Indevido de Drogas (Vivavoz), organizado pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

O levantamento aponta que a maconha é a porta de entrada para outras drogas mais nocivas. Segundo o levantamento, 49% dos usuários atendidos pelo sistema afirmaram que, começaram usando maconha e depois partiram para o consumo de drogas mais pesadas, como a cocaína e o crack.

O programa Vivavoz atende mensalmente três mil ligações de pessoa de todo o país, pelo telefone 0800-510-0015. Dessas, 1,5 mil são de usuários de drogas lícitas (cigarro e álcool) e ilícitas. Cerca de 400 são usuários de maconha. Os demais são ligações de parentes ou amigos solicitando apoio para lidar com o usuário de drogas.

Fonte: http://www.jornaldoradio.com.br/v2/index.php?option=com_content&task=view&id=10592&Itemid=145

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